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Quando Escrevo

Quando escrevo poemas sem sentido
Estou sem sentido,
Embora todo sentimento
Esteja aflorado no testamento

Quando escrevo coisas como anjos alados
Os anjos estão embaraçados
Em abraços e me guiam
Pelos caminhos de menos penar

Quando escrevo emoções sentidas
De uma dor qual nunca senti
Como ser de um poeta
Que escreve a dor que deveras sente

Quando escrevo, descrevo
Paisagens jamais vistas
Sonhos em imagens inimagináveis
Retratos de ninguém na galeria

Quando escrevo, não me vejo
Não sou eu quem escreve
Senão a serena inspiração a soprar lampejos
De poesias guardadas na lembrança.

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